Há muito tempo não escrevo nada. Aliás, rabisco em papéis coisas que não tenho coragem de publicar. Há algum tempo vago sozinha... sem muito o que dizer. E essa solidão é tão íntima, tão pura. Tão minha. As amigas não me deixam esquecer que não sigo só. Elas estão sempre ao meu lado. E as conversas, a maioria das vezes em volta de uma mesa, são tão intensas, mesmo quando saem muitas bobagens. É, eu não estou só. Tem alguém no quarto ao lado e que se revela. Ahhh. Tem eu. Sem querer ser eu mesma. Fugindo dos meus pensamentos. Andando, andando, andando. Sem destino certo. Sem sentimentos concretos.
A cidade cinza. A garoa fina. O vento gelado. O cabelo despenteado. O telefone que toca no momento errado. Assim passam os dias. Passam os meses. Passa o ano. E as coisas mudam sem mudar o que sinto. E assim eu sigo, perdida no presente incoerente em que me encontro. Não é nada disso. Também já nem sei quem sou. A culpa é toda minha e nunca foi. Um pouco do passado. Um pouco de Renato. Um pouco de mim. Um pouco da saudade do cerrado...
Eu faço discursos para o nada e observo alguém no prédio vizinho. Cada um com sua vida... Cada um com sua dor. Já não faço mais questão. Já me contento com o pouco. Já sorrio de pequenas besteiras. E vivo um dia de cada vez. Atenta às oportunidades. Atenta às paixões que não duram mais que segundos. Feliz com a descoberta de um novo caminho. Olho tudo de uma forma diferente. Assim como se fosse a última vez. E espero que algo realmente importante aconteça...
A cidade cinza. A garoa fina. O vento gelado. O cabelo despenteado. O telefone que toca no momento errado. Assim passam os dias. Passam os meses. Passa o ano. E as coisas mudam sem mudar o que sinto. E assim eu sigo, perdida no presente incoerente em que me encontro. Não é nada disso. Também já nem sei quem sou. A culpa é toda minha e nunca foi. Um pouco do passado. Um pouco de Renato. Um pouco de mim. Um pouco da saudade do cerrado...
Eu faço discursos para o nada e observo alguém no prédio vizinho. Cada um com sua vida... Cada um com sua dor. Já não faço mais questão. Já me contento com o pouco. Já sorrio de pequenas besteiras. E vivo um dia de cada vez. Atenta às oportunidades. Atenta às paixões que não duram mais que segundos. Feliz com a descoberta de um novo caminho. Olho tudo de uma forma diferente. Assim como se fosse a última vez. E espero que algo realmente importante aconteça...
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