Como canta Renato Russo: "Eu me apaixono todo dia é sempre a pessoa errada". É. Eu não apaixono todo dia. Nem todo mês. Muito menos todo ano. Eu me encanto. Não com frequência também, mas me encanto. Infelizmente sempre é a pessoa errada. Não sei por onde a certa anda, mas só as erradas cruzam meu caminho. Acho que se tiver um cara que não presta, que não vai gostar de mim, que vai me fazer sofrer, que é inalcançável há uma milha... É por ele que meu coração vai bater acelerado. Quando eu olhar para ele, eu vou dizer: meu número.
Meu número é errado. E eu continuo com a teoria da frigideira. É mais fácil acreditar que me enquadro em alguma teoria, mesmo que eu tenha elaborado. Afinal a gente tem que se enquadrar em alguma coisa. Se nos padrões eu não me encaixo, me encaixo nas minhas divagações e teorizações.
Agora, por exemplo, acho que eu preciso de um cara. Um só para dar uma faxina na casa. Sabe como é. Eu estava bem sem essa faxina, mas agora não dá mais. Eu estou carente. E acho que a carência está me enlouquecendo. Tenho 'calaquentes' toda a vez que me olha e sorri para mim. Olho para ele no meio do dia e fantasias invadem minha mente. Se ele chega perto, gelo e esquento. Mais um homem errado...
E fico feliz na minha vida platônica e enlouquecida. Chega. Preciso de alguém que faça uma faxina geral. Ligo para mais um errado, só que ele não me atende. Não posso simplesmente sair por aí. Me guardei por tanto tempo. Só para as pessoas erradas. Que seja menos errado, que eu não pire tanto. Ai encantamento besta sai de mim...
Nenhum comentário:
Postar um comentário