quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cheiro do cerrado


Que saudade de vocês
Que vontade de vê-las
E o cheiro da terra molhada
Remanescência do cerrado que absorve meu ser
Por um instante esqueço o mundo
Entrego-me a chuva
Completamente só
Sem ruídos, sem atropelamentos
Somente eu e a água do céu
Penso em vocês
Naquele tempo em que eram meninas
E brincavam comigo molhadas de chuva
Esse cheiro de cerrado...
Saudade do passado

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