sábado, 23 de fevereiro de 2008

TPM

Mulher de TPM. Tire tudo da frente. Aliás, saía da frente. Suma. Desapareça. Sobra para todo mundo. A irmã pediu o vestido emprestado para uma festa de formatura. Porra! Meu vestido. Porra! Levo com um mau humor sem igual. Mas enfim, entre todos os que ela emprestou, o meu ficou melhor. "Amanhã você devolve, tá bom!" "Não quer que eu lave?" "Não". E a cara mais emburrada do mundo. Não é por mal. Eu a amo. Mas hoje não era o dia.
Mulher de TPM. Depressão. Vontade de dormir para sempre. Apetite exagerado. Nada de comer em casa. Mercado. Mercado. Mercado. Como alguém pode gostar de ir ao mercado. Não. Eu odeio. Odeio filas. Está certo, de madrugada é muito bom. Mas porra! A fome não espera até a madrugada. E enfrento filas. E o mau humor só aumenta. Está certo o atendente não tem culpa. Mas agiliza aí o processo. Meia hora numa fila. Vontade de quebrar tudo.
Não quebro. Brigo com o atendente. Sou mal educada com a caixa e ainda peço para falar com o gerente. Só em dias de TPM. Não sou assim. Tenho a paciência eterna da taurina. A calma que todos se referem como algo positivo. Mas isso é quando o dia está bom. Não em dias de TPM. E também em dias que me tiram do sério. Algumas pessoas têm esse dom. Pessoas burras que querem se fazer de inteligente e questionar o meu saber. Odeio essas pessoas.
Apesar de que hoje odeio o mundo. E sinto uma imensa vontade de chorar. Que só não é maior que a vontade de socar uma criatura. Nesses dias deveria praticar boxe. Ter um daqueles sacos em casa só para extravasar... Não tenho. Então escrevo. Na ânsia de melhorar...

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