sexta-feira, 13 de junho de 2008

Desabafo sincero

Sou daquelas que só se entregam por paixão. Ahhhhhh!!!!!!!! Nem né... Que mentira!!! Fica melhor assim: só se entregam por prazer; só se envolvem por paixão. Por isso continuo só. Ainda não sei a razão da paixão ser tão difícil para mim. Não consigo ter a mínima noção da quantidade de homens para os quais me entreguei. Sinceramente de alguns nem lembro que cara têm. Rodada sim. Para aqueles homens para os quais a mulher ideal tem que ser "pura" pode passar batido. Aqui não é seu lugar. Não me privo do prazer só para encaixar em padrões que não concordo. Enfim... Isso não tem nada a ver. Só estou me expondo cada vez mais. E quer saber: se não gostou, vai procurar outra coisa para fazer. Não precisa ler o que escrevo. Nem precisa gostar de mim e nem concordar com o que penso. Se para você uma mulher não pode sentir prazer com quem quiser desde que tome os devidos cuidados. Sinto muito. Não me torno uma vadia, como alguns homens e mulheres pensam, só por fazer o que tenho desejo. Sei muito bem como me comportar numa mesa. Entendo de política, teatro, dança, religião, futebol, novela... Sou excelente!!! Como muitas que conheço. Mas que, como eu, são mal interpretadas. Em que século vocês vivem??????? Não. Chega. Não vou me ater a isso. Queria escrever sobre paixão. Diferentemente dos homens dos quais não me lembro, conto nos dedos de apenas uma mão quantas vezes me apaixonei. Incluindo as paixões platônicas da adolescência. Uma mão. Cinco pequenos deditos. Pelo menos, só tenho cinco pequenas cicatrizes no coração. As da adolescência. Quando pensava que viveria um romance do tipo "viveram felizes para sempre". Que tremia as pernas só de pensar nos ditos cujos. Que ficava sonhando acordada com a possibilidade de eles passarem por mim. E as que me fizeram mulher. As que doeram, que machucaram profundamente. Que me tornaram amarga e descrente por um tempo. Tempo suficientemente longo para aparecer uma outra paixão. Para de novo passar pelo mesmo. Nada mais do mesmo. E talvez por isso me envolver seja cada vez mais difícil. Abro um parentêses para me desculpar com aqueles que tentaram me tirar desse círculo vicioso, que pacientemente me viram surtar e os desprezar na mais fina contradição. Sinto muito. Eu nunca me apaixonei por vocês. E isso não vai mudar. Sejam felizes. Vão procurar outros amores... Alguém que seja capaz de retribuir aquilo que vocês têm para dar. Eu só sinto carinho e nada mais.

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