Geralmente eu não sinto nada...
Até parece que passou.
E eu até acredito, sinceramente, nisso.
E penso em paixão...
Então, perto da meia-noite
De uma terça-feira fria, o telefone toca...
E antes de chegar ao telefone
Faço mil e uma divagações
- Quem poderá ser aquele horário?
Em poucos segundos alguns nomes passam pela minha cabeça
Menos ele...
Jamais ele...
E ao ver seu nome, surpreendo-me.
Para que?
Um convite para almoço no dia seguinte
Para que tão tarde?
E fico ligeiramente feliz
Sem entender o que sinto
Para que?
Sempre há um porém...
Um quê que não compreendo...
E um outro alguém ocupa o meu lugar
Aliás, o lugar que já não é mais meu...
E volto a sentir uma certa dor...
Para que?
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