quinta-feira, 12 de julho de 2007

Não e tchau

Lá se vai mais um ano. Ahhh. Você não sabe o que isso quer dizer!!! Nem eu... Afinal, a última vez não faz nenhuma semana. Mas a verdade é que já se passaram doze meses. Lembro como se fosse hoje... Estava em casa, tranqüila, apesar de preocupada demais com a minha vida. Triste demais. Deprimida e escondida demais... Afinal a situação não estava tão boa, mas também não estava tão ruim. Ele já ignorava a minha presença há algum tempo. Talvez não suportasse a minha dor, o meu silêncio. A minha falta de vontade de sorrir e de fingir.
Naquela noite fria ele me ligou e pediu para descer, para tomarmos uma cerveja. Já fazia algum tempo que ele não agia assim. Fiquei feliz, mal sabia o que me esperava. Sentamos no bar e um monte de amenidades sentou junto... Até que ele toca no assunto do fim, sem muito tato... Como pode!!! Derepente me vi sentada numa mesa de bar, sem compreender o que ouvia. Segurando as lágrimas, para que ninguém notasse. Como assim? Nem isso consegui dizer... Depois seguimos para a mesma casa, para quartos diferentes. Onde a dor era maior porque não podia gritar, não podia quebrar e não conseguia dormir. Há um ano...
O quê de tudo isso é que hoje nem pude brindar ao fim. Nem puder voltar naquele bar e deixar o resto que sinto em um último gole de cerveja. Então resolvi escrever em homenagem a essa noite... E deixar meu amor nas linhas de mais um texto. Não sou a primeira, nem serei a última a ver um relacionamento acabar assim... Afinal, não há nada que dure para sempre... Tudo que começa está fadado ao fim... O jeito é largar esse resto de bagagem que carrego durante todo esse tempo aqui... e esquecer... Afinal como diz Nando Reis "...Somos, se pudermos ser ainda/Somos donos do que hoje não há mais/ Ouve o que houve e o que escondem em vão/Os pensamentos que preferem calar/Senão irá nos ferir o não,/Mas quem não quer dizer tchau./ A gente não percebe o amor/Que se perde aos poucos sem virar carinho/Guardar lá dentro o amor não impede/ Que ele empedre mesmo crendo-se infinito/ Tornar o amor real é expulsá-lo de você/Pra que ele possa ser de alguém..."

Nenhum comentário: