Mulher ouve cada coisa na rua... Não sei se são todas, mas dizem que existe uma tampa para cada panela, então todas devem ouvir. Tá certo que acho que sou uma frigideira, mas isso não vem ao caso. Pelo menos, não agora. Mas, apesar de me considerar algo sem tampa, também ouço coisas bizarras nas ruas. Como tem homem cara-de-pau e, o pior, sem originalidade.
Porém, não vou falar desses aí, que não usam o cérebro. Que acham que mulher gosta de ouvir obscenidades enquanto está indo para o trabalho e acabou de deixar o filho na creche... Não, esses homens não merecem uma única linha... Eles que vão enrolar a língua com os seus: gooostosas!!! Agora me sinto enojada! E vou ter que escrever... Como é que eles conseguem fazer aquele tipo de que estão tendo um orgasmo triplo? Uiiii!!!
Não. Estou escrevendo sobre os homens com tato. Que fazem a mulher rir. E se o dia está péssimo, pelo menos ela chega em casa, sabendo que foi muito bem cantada por um indíviduo que nunca mais verá na vida. Mas que mudou seu dia. Numa sexta-feira dessas, acompanhava o cortejo de marakatu. Isso mesmo. Existe marakatu aqui. Uma das manifestações culturais mais belas dessa cidade. Fazia um frio!!!! Só eu mesma. Não. Eu e mais umas duzentas pessoas. A energia daquela gente ao som da batucada, era inacreditável..
Tá bem, isso também não vem ao caso. Mas era lá que eu estava. Caminhandinho. Dançandinho. Rindo... Admirada com tudo a minha volta. Até parecia uma gringa. Mas é que sou uma apaixonada pela cultura brasileira em todas as suas manifestações. Fico extasiada diante que qualquer uma. Até que no meio daquilo tudo, um piá, não vou dizer homem, porque era um piá mesmo. Não devia ter mais que 20 anos. Ele me olhou diretamente nos olhos e disse: "É você!" Eu fiquei olhando para ele assustada do tipo: te conheço? E ele continuou: "É você que me completa!". Tive que sorrir... Nem do homem com quem vivi três anos ouvi isso... Faz bem para o ego de uma mulher. Voltei para casa no frio, sozinha, mas sorrindo... Afinal, eu completo alguém... Tá certo que não sei quem... E não me senti mais uma frigideira, pelo menos naquela noite.
Porém, não vou falar desses aí, que não usam o cérebro. Que acham que mulher gosta de ouvir obscenidades enquanto está indo para o trabalho e acabou de deixar o filho na creche... Não, esses homens não merecem uma única linha... Eles que vão enrolar a língua com os seus: gooostosas!!! Agora me sinto enojada! E vou ter que escrever... Como é que eles conseguem fazer aquele tipo de que estão tendo um orgasmo triplo? Uiiii!!!
Não. Estou escrevendo sobre os homens com tato. Que fazem a mulher rir. E se o dia está péssimo, pelo menos ela chega em casa, sabendo que foi muito bem cantada por um indíviduo que nunca mais verá na vida. Mas que mudou seu dia. Numa sexta-feira dessas, acompanhava o cortejo de marakatu. Isso mesmo. Existe marakatu aqui. Uma das manifestações culturais mais belas dessa cidade. Fazia um frio!!!! Só eu mesma. Não. Eu e mais umas duzentas pessoas. A energia daquela gente ao som da batucada, era inacreditável..
Tá bem, isso também não vem ao caso. Mas era lá que eu estava. Caminhandinho. Dançandinho. Rindo... Admirada com tudo a minha volta. Até parecia uma gringa. Mas é que sou uma apaixonada pela cultura brasileira em todas as suas manifestações. Fico extasiada diante que qualquer uma. Até que no meio daquilo tudo, um piá, não vou dizer homem, porque era um piá mesmo. Não devia ter mais que 20 anos. Ele me olhou diretamente nos olhos e disse: "É você!" Eu fiquei olhando para ele assustada do tipo: te conheço? E ele continuou: "É você que me completa!". Tive que sorrir... Nem do homem com quem vivi três anos ouvi isso... Faz bem para o ego de uma mulher. Voltei para casa no frio, sozinha, mas sorrindo... Afinal, eu completo alguém... Tá certo que não sei quem... E não me senti mais uma frigideira, pelo menos naquela noite.
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