Outro dia pensei em tanta baboseira. Pensei. Pensei. E pensei. Nada publicável. Uma certa vergonha dos meus pensamentos. Uma certa vergonha de mim mesma. E só queria sair por aí gritando: sim, estou completamente... E não consigo terminar a frase, que fica perdida dentro de mim com a vergonha de sentir o que sinto. Deveria deixar fluir. Mas peraí né! Menos. Muito menos. Não posso assumir... Assumir presume o sofrimento. E de repente olho seu retrato, releio mensagens. Respiro fundo... Não é para mim. É sim. Eu mereço!!!!! Mereço muito! Mas não posso. Oh contradição besta. Estou tão louca que nem consigo ver fim para o que comecei a escrever. Também não quero ver nenhum fim. Nunca aquela frase "viva cada dia como se fosse o último" fez tão sentido para mim. E daqui a pouco tudo volta ao normal. "- Vamos tomar uma cerveja? - Vamos." "- O que vai fazer hoje? - Nada, vamos fazer algo." E noites atrás de noites. "- Olha que gatitos! - Ah nem quero." E mais do mesmo. E a busca continuará com um vazio que eu conheço bem... Por que para mim nada pode ser simples e fácil? Todos que cruzam meu caminho são complicados demais. O amor à liberdade. A distância. O ciúme e a possessividade. Ah tá bom. Isso não acontece só comigo. Eu que não tenho paciência. Tenho sim. Quem sabe o que vivi, Salve Rio!, sabe muito bem como tenho paciência. Mas não tô mais em paz. E nem tô querendo pensar mais as baboseiras que já pensei. Chega. Por hoje chega... Por hoje só estou completamente...
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