Sou fiel. Fiel aos meus amigos. Fiel aos meus ideais e princípios. Tá certo que eles mudam a cada dia. Fiel ao meu amor. Tá certo que ele não quer minha fidelidade. Enfim, sou uma pessoa fiel. Odeio traição. Não me traia. Não me envolva nessa sujeira. Não peço nada de ninguém. Só quero respeito.
E estou cansada. Cansei de tudo o que me envolve. Cansei da poeira nos cantos da casa. Cansei da preguiça desses dias. Cansei dos projetos que não dão em nada. Cansei de ser pretê de alguém que não quero. Cansei das propagandas do Dia dos Namorados e de todo o consumismo relacionado a mais uma data que nada me diz. Vontade de gritar. De xingar. De me jogar no sofá e ficar ali o dia todo cultivando mais um pecado capital.
Não posso. Não posso deitar no sofá. Já estou com dor nas costas pelas noites mal dormidas no sofá, que na verdade é um divã, cor de abóbora. Que não combina com mais nada que tem na casa. Mas o viado diz que um luxo. E a dor nas costas não passa. Pelo menos sei o motivo. Cansei de não saber também. De não ter planos. De não saber para onde ir.
Cansei das pessoas que não respondem as mensagens. E daquelas que olham para a gente com cara de blasé. Decidi ficar sozinha. É isso mesmo. Cansei dos rolos, dos ficantes, dos projetos, dos peguetes. Cansei de ser solteira. Mas estou mais cansada de ter que encarar aquele mesmo papo: apresentar-se, dizer da onde veio, o que faz. Ah, que destempero.
Aliás, além de parecer seis anos mais nova, agora as pessoas começam a achar que sou gay. Só por causa da revista. Quer saber, cansei de explicar que gosto de homem. Quem quiser que pense que sou lésbica.
Cansei de escrever também. Por hoje cansei de ver tv, de olhar pela janela. Cansei de comer macarrão, por isso fui almoçar sozinha no restaurante da esquina. Eu e as velhinhas. Se é triste ser sozinha agora, como será daqui 50 anos. Cansei só de pensar. Não quero ficar deprimida. Não hoje. Cansei da depressão...
E estou cansada. Cansei de tudo o que me envolve. Cansei da poeira nos cantos da casa. Cansei da preguiça desses dias. Cansei dos projetos que não dão em nada. Cansei de ser pretê de alguém que não quero. Cansei das propagandas do Dia dos Namorados e de todo o consumismo relacionado a mais uma data que nada me diz. Vontade de gritar. De xingar. De me jogar no sofá e ficar ali o dia todo cultivando mais um pecado capital.
Não posso. Não posso deitar no sofá. Já estou com dor nas costas pelas noites mal dormidas no sofá, que na verdade é um divã, cor de abóbora. Que não combina com mais nada que tem na casa. Mas o viado diz que um luxo. E a dor nas costas não passa. Pelo menos sei o motivo. Cansei de não saber também. De não ter planos. De não saber para onde ir.
Cansei das pessoas que não respondem as mensagens. E daquelas que olham para a gente com cara de blasé. Decidi ficar sozinha. É isso mesmo. Cansei dos rolos, dos ficantes, dos projetos, dos peguetes. Cansei de ser solteira. Mas estou mais cansada de ter que encarar aquele mesmo papo: apresentar-se, dizer da onde veio, o que faz. Ah, que destempero.
Aliás, além de parecer seis anos mais nova, agora as pessoas começam a achar que sou gay. Só por causa da revista. Quer saber, cansei de explicar que gosto de homem. Quem quiser que pense que sou lésbica.
Cansei de escrever também. Por hoje cansei de ver tv, de olhar pela janela. Cansei de comer macarrão, por isso fui almoçar sozinha no restaurante da esquina. Eu e as velhinhas. Se é triste ser sozinha agora, como será daqui 50 anos. Cansei só de pensar. Não quero ficar deprimida. Não hoje. Cansei da depressão...
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