sábado, 16 de junho de 2007

Vazio...

Acendo um cigarro, numa noite de sexta-feira que não quero fazer nada. Não planejei nada. A cama me espera e ela talvez seja a melhor companhia nesse dia. Sinto um vazio. E não é o vazio do meu estômago. Não. Desta vez não posso preenchê-lo com comida. Já não posso mais fingir. Já não posso mais enganar a mim mesma...
Já chorei. É. Hoje chorei. Chorei assistindo novela. O último capítulo. Mas não pela trama idiota das sete. É que percebi a razão do vazio... O vazio dos poetas, mas não tenho essa pretensão. O vazio é do sentimento. Falta de amar. Falta de ser amada...
Amo meus amigos, amo meu trabalho, amo a dança... mas não sinto nada por ninguém em especial. Sinto saudade. Saudade de sentir. Sentir algo que nem sei explicar. Sentir ciúme, vontade de encontrá-lo. Alguém para beijar, mas não beijos sem sentimento. Eu quero amar e ser amada...
Faz um ano... Um ano é muito e pouco tempo... E tempo é relativo... A amiga querida, distante, diz que devo aproveitar esse vazio, fazer dele algo produtivo. Concordo. Mas hoje só quero chorar. Entendi o vazio e não posso mais preenchê-lo com comida. Chorar não vai adiantar. Querer não vai adiantar. O que me resta é esperar...
Esperar que a noite passe... E que o aconchego da minha cama me conforte... É só por hoje. Amanhã volto a fingir. A fingir que sou feliz, que não ligo de estar sozinha, que não percebo o vazio. Amanhã volto a preenchê-lo com comida...

Nenhum comentário: