sábado, 2 de junho de 2007

Carência

Carência. Medo. Indisposição. Tem dias que acordo e preferia dormir para sempre. Então tomo um chá, fumo um cigarro e refaço-me. Coloco um dvd e ouço a mesma música dez vezes seguidas. Tentando descobrir para onde vou. Estou perdida. Essa é a verdade. Mas e daí? Quem nunca se sentiu assim na vida.
Não posso beber. Reméditos sem fim. Mas não deixo de sair com os amigos. Peço um chá e fico no bar até às duas da manhã. Difícil acreditar. Pior é que no dia seguinte acordo com ressaca. Ressaca de cigarro. Às vezes fico entendiada. Vendo as pessoas pouco a pouco se embriagando. E eu lá, sentada, com a cara de paisagem. Devia ter me levantado há três horas e ter ido embora para o aconchego das minhas cobertas.
Eu? Eu não. Fico lá, como se fosse perde algo. Já perdi. Perdi já faz quase um ano. E sinto falta. Sinto falta de chegar em casa e ter alguém sentado na sala de computador. Com o sorriso belo ou com a cara enfezada. Alguém que me critica mais do qualquer pessoa e que mesmo assim tava ali. Ao meu lado. Nem eu sei bem porquê.
É foda sentir falta de coisas tão pequenas, que muitas vezes até me faziam mal. Mas sinto. O apego que tenho é foda. Carência. Medo. Indiposição. Às vezes fico me perguntando onde ele andará? Quem dorme ao seu lado? No meu lado? Tortura! Não. Não sei o que é. É só o que sinto. E não enlouqueço. São pensamento que vão e vem. Nada mais do que pensamentos, devaneios...

Um comentário:

Unknown disse...

Amiga, estou gostando muito disso! E já com muita saudade!
Beijos